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Osmose empresarial

outubro 17, 2006 - Crônicas

Deixa que eu faço sozinho!
A empresa é minha, quero tudo do meu jeito!
E as idéias novas, os novos processos, novos investimentos, se eu não conheço ou não sei como funcionam, vamos deixar de lado, porque se deu certo até agora, com os processos utilizados,porque vamos mudar?

Pronto!
Aí começa a desordem!

A todo momento, surgem inovações, novos critérios e processos, e cabe ao empresário estar aberto às novidades vendas do mercado e as exigências que o próprio mercado faz.
Essa inflexibilidade é a causa da estagnação e desaparecimento de muitas empresas.
Administrar é saber delegar funções, é estar atento a inovações.

Com tantos avanços tecnológicos, estudos voltados para o entendimento e desenvolvimento do material humano, ainda há aqueles empresários que acreditam que o funcionário contratado é autodidata. Acredita que, sem que lhe digam como é todo o sistema da empresa, o funcionário irá fluir sozinho, irá fazer o que se espera dele.

Mas como isso é possível? Como que por mais capacitado que esse funcionário seja, ele irá atender as necessidades da empresa se à ele nada é informado? Se ele se quer foi informado do que fará, do que ele irá desenvolver?

Não é por que o profissional é qualificado ou tem todas as especialidades que lhe é pedida, que ele irá desenvolver tal função.

Por mais que o profissional esteja apito, que seja flexível à informações e novidades, por mais que saiba tudo o que a sua profissão é capaz de contribuir para a empresa, é mais do que necessário que lhe seja especificado, dito, o que ele realmente fará. É preciso que lhe mostrem o caminho. Que a empresa lhe diga qual é a necessidade que a fez contratá-lo.Não é simplesmente contratar e pensar: ” Bom, se ele temo que eu quero, ele com certeza sabe o que fazer!”

Para que o profissional possa mostrar seu potencial, para que o seu trabalho flua, é preciso conhecer as normas da empresa, sua cartela de clientes, seus pontos fracos e fortes, suas necessidades latentes e o que ela pretende contratando-o para determinado setor.

Por que diferente das células, ninguém aprende por “osmose”!

E não é só contratar, dizer o que espera dele, e o que quer, e como quer que seja feito, não. É preciso que haja um feed back patrão-funcionário-patrão, para que a empresa não gaste, tempo e dinheiro contratando e mandando embora.

Afinal, tempo é dinheiro!